“A Guerra é um assunto de importância vital para o estado; o reino da vida ou da morte; o caminho para a sobrevivência ou a ruína. É indispensável estudá-la profundamente”(1)
Estratégia – “Arte de aplicar os meios disponíveis com vista à consecução de objectivos específicos.” Ou, “arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objectivos específicos”.
“Estratégia empresarial - A estratégia começa com uma visão de futuro para a empresa e implica a definição clara do seu campo de actuação, na habilidade de previsão de possíveis reacções às acções empreendidas e no directamente que a levará ao crescimento. A definição de objectivos, em si, não implica uma estratégia. Os objectivos representam os fins que a empresa está tentando alcançar, enquanto a estratégia é o meio para alcançar esses fins”
Quando procura uma informação o que faz? Estes conceitos encontram-se fazendo uma pesquisa no Google. Como fazia há 10 anos? Já viu como o mundo mudou?
A estratégia existe mesmo que não esteja explicita num documento, não existe nenhum gestor que não saiba o que pretende a prazo. Essa visão, complementada com o caminho para a atingir, como medir o sucesso e as preocupações que forçam à mudança, formam a base de um plano estratégico.
Porque razão tantas empresas não dispõe de um plano estratégico? A resposta mais comum, é que não há tempo para o fazer. Porque os recursos são escassos, e o tempo em actividades “secundárias” pode implicar a paragem do negócio.
Sabe o que mudou o mundo nos últimos 10 anos?
“A mudança radical da natureza do mercado de trabalho, quando trabalhamos menos com átomos e mais com bits, quase em simultâneo 2 biliões de uma forte força de trabalho na Índia e China começam a ficar on-line. Um programador em Lisboa irá competir com um em Pohang, ou em Madras. O outsourcing não tem apenas o objectivo de encontrar mão de obra barata mas para segurar uma força intelectual altamente qualificada, motivada, que trabalha forte e rápido de uma forma mais disciplinada que aqueles nos países de origem” (2)
Quais são as ameaças relativas à entrada de novas empresas no mercado?
Qual a pressão de produtos e serviços alternativos e/ou substitutos?
Qual o poder negocial dos clientes?
Qual o poder negocial dos Fornecedores?
Qual o posicionamento dos competidores tradicionais?
(Modelo das Forças Competitivas de Porter)
Hoje certamente sabe responder, mas sabe as respostas para 2010?
Ainda acredita que sem um plano estratégico um negócio pode sobreviver?
Uma visão de manter o negócio a funcionar alheio das evoluções tecnológicas, outsourcing, alterações às regras dos negócios, concorrência dificilmente será bem sucedida. Ou seja a excelência na nossa actividade pode não ser suficiente. É necessário conhecer os mercados, as tendências que vão seguir, gerir os relacionamentos com os parceiros, posicionarmo-nos nas cadeias de valor.
O que em 95 era de interesse estratégico para uma empresa líder, actualmente será parte dos planos de sobrevivência de muitas outras. Sendo a sobrevivência uma forma de estratégia. Para pensar em crescer temos primeiro de ser capazes de sobreviver.
As mudanças nos negócios obrigam a que mude a sua forma de pensar é essencial que, entenda as regras, os mercados do futuro e idealmente que defina as regras. Se for criativo num aspecto que a sua concorrência não possa adoptar rapidamente terá uma vantagem competitiva.
Procure as tendências que afectam ou irão afectar a sua indústria.
Imagine o futuro.
Descubra novos mercados.
Procure novos conceitos de produtos.
Seja curioso quanto a tudo e analisem em profundidade.
Pense livremente, faça as suas regras.
Faça este exercício em equipa com os seus colaboradores. Sejam ambiciosos, vão além das vossas capacidades actuais. Construam um caminho que alavanque os seus recursos de onde estão até à visão que querem alcançar. Definam objectivos ambiciosos, mensuráveis, e atingíveis (se forem irrealistas quebram a vossa moral e a dos vossos colaboradores), os resultados serão alcançados.
Concentrem-se, procurem a convergência torno de objectivos estratégicos. Especifiquem objectivos e focalizem-se em actividades de grande valor.
Os seus colaboradores conhecem o negócio e se os incentivar os seus contributos serão preciosos. Peça ajuda a especialistas de fora da empresa em áreas que não domine.
Faça equipas criativas, por exemplo pessoas de funções distintas podem em conjunto idealizar novos processos, ou produtos.
Reutilize recursos e técnicas, encontre causas comuns com parceiros cuja cooperação seja produtiva.
Como encaixam os sistemas de informação num plano estratégico?
A informação de um plano estratégico é interna e externa à empresa. A externa muitas vezes é adquirida de forma pouco estruturada, devido às suas fontes.
Outra informação é interna, estruturada pelos sistemas de informação existentes.
Sempre que referi plano estratégico também refiro a necessidade de quantificar os objectivos de forma mensurável. Assim será possível definir orçamentos que visem atingir esses objectivos e comparar com os valores que são realizados ao longo do ano.
Se pedi para imaginarem o futuro, para que muitos processos da sua empresa sejam digitalizados.
Se pedi para pensarem em novos mercados e novos produtos, devem ter suporte de um sistema de informação que responda às necessidades actuais e possa evoluir com o negócio.
Se a informação que acedem regularmente não permite conhecer com rigor o vosso negócio, como podem conhecer a concorrência?
“Conhece-te a ti e ao teu inimigo, e em cem batalhas que sejam nunca correrás perigo.
Quando te conheces mas desconheces o teu inimigo, as tuas hipóteses de perder ou de ganhar serão iguais.
Se te desconheceres e ao teu inimigo, é certo que, em qualquer batalha correrás perigo”(1)
“A Vitória é o principal propósito da guerra. Se tardar a ser alcançada, as armas embotam-se e o moral baixa. As tropas a terem de atacar cidades mostrar-se-ão exaustas”(1)
(1) Sun Tzu, a Arte da Guerra, 500 a.c.
(2) Being Digital, Nichola Negroponte, 1988
Nota: este artigo foi publicado na revista SAPclub
Tuesday, January 23, 2007
e-strategy
“A Vitória é o principal propósito da guerra. Se tardar a ser alcançada, as armas embotam-se e o moral baixa. As tropas a terem de atacar cidades mostrar-se-ão exaustas” Sun Tzu, A arte da Guerra
O uso de novas tecnologias, especificamente sistemas de informação e tecnologias de informação e comunicação, é um meio essencial para o sucesso das empresas.
Será aqui disponibilizado conhecimento na forma de informação da minha visão sobre como enquadrar os Sistemas na estratégia das empresas.
Irei disponibilizar informação que obtenho de publicações de várias origens que considero úteis para este tema.
O uso de novas tecnologias, especificamente sistemas de informação e tecnologias de informação e comunicação, é um meio essencial para o sucesso das empresas.
Será aqui disponibilizado conhecimento na forma de informação da minha visão sobre como enquadrar os Sistemas na estratégia das empresas.
Irei disponibilizar informação que obtenho de publicações de várias origens que considero úteis para este tema.
Subscribe to:
Posts (Atom)